Legislativas: Tempos de antena levam a maior fatia das verbas disponíveis
A organização das eleições Legislativas de hoje custa cerca de 11 milhões de euros, segundo disse ao CM Domingos de Magalhães, elemento dos serviços da Administração Eleitoral, na Direcção-Geral da Administração Interna (DGAI), com pelouro dos Assuntos Logísticos. Na despesa, que não inclui as subvenções aos partidos políticos, destacam-se os gastos com a compensação aos quase 60 mil membros das mesas de voto que somam 4,5 milhões de euros e as indemnizações com os tempos de antena às televisões e rádios, na ordem dos 3,5 milhões. A impressão dos boletins em papel reciclado pela Casa da Moeda custou 281 350 euros.
Na estimativa da despesa de uma eleição como esta, que chama 9,4 milhões de inscritos às urnas, estão incluídas muitas rubricas onde os números andam pelas dezenas e escassas centenas de milhares de euros, como os gastos em mobiliário, comunicações, campanhas de esclarecimento dos eleitores e transporte dos boletins de voto. As grandes parcelas são mesmo os tempos de antena pagos às rádios e canais de televisão e as diárias de 76,32 euros atribuídas como compensação aos membros das mesas, que são cinco por cada uma das 11 876 que hoje devem abrir em todo o País, de Bragança aos Açores.
É nesta parcela, estimada em 4 532 881,60 euros, que estaria uma eventual poupança na realização em simultâneo das Legislativas de hoje e das Autárquicas de 11 de Outubro. A simultaneidade foi rejeitada por motivos político-partidários, tendo em conta a natureza diversa das duas escolhas para o poder central – Assembleia da República e Governo daí emanante – e poder local.
A compensação monetária tem a sua importância nas zonas onde os vencimentos são mais baixos e incertos, pelo que a constituição das mesas com presidente, presidente suplente, secretário e dois escrutinadores se tornou motivo relativamente frequente de queixas, sobretudo quando se verifica uma predominância pesada de um só partido. A realidade, como observa a Comissão Nacional de Eleições, é que as queixas sobre a formação de mesas não existiam há 20 anos e tornaram-se um problema notório em crescendo na última década. Com todos os perigos para a democracia que tal agravamento constitui.
C.M.













Eu fiz parte de muitas mesas enquanto não houve qualquer pagamento, assim que passaram a ser pagos recusei. Penso que deveríamos voltar aos voluntários. Os partidos terão gente para os lugares e com a capacidade de colocarem delegados para fiscalizarem não vejo problema.
Já agora, que as eleições passaram, estamos à espera do que o Sr. Presidente tem para dizer. Em meu entender, nada! Já disse o que entendo no poste anterior.
Como compreender que um país pequeno e pobre possa dispender fortunas em propaganda política de venda de banha da cobra e marketing agressivo e falso, apenas para que as famílias mafiosas das oligarquias lutem entre elas para ganharem a possibilidade de roubar impunemente? Não obstante tudo isto, a corrupção geral ficou patenteada pela lei de financiamento dos partidos que ganhou a aprovação de todos os deputados menos um. Ou seja, entre todos os deputados apenas um teve a honestidade de votar contra um maior roubo e camuflagem de muitas outras formas de roubo.