Made in Portugal
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O ZÉ, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).
Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL…
“Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal”
Nos últimos anos, três ferramentas de gestão estiveram na base de uma transformação radical da maneira como trabalhamos: a avaliação individual do desempenho, a exigência de “qualidade total” e o outsourcing. O fenómeno gerou doenças mentais ligadas ao trabalho. Christophe Dejours, especialista na matéria, desmonta a espiral de solidão e de desespero que pode levar ao suicídio.
via “Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal” – Sociedade – PUBLICO.PT.
Hora Absurda 0.5 % » Inspecção de viaturas
Verifiquei no auto de contra ordenação que efectivamente eu estava em falta. O DL 554/99 de 16/DEZ que a estabelecia no mês do registo, foi alterado pelo DL 109/2004 de 12/MAI que estabeleceu como data limite o dia do registo.
Nem tudo que Belmiro diz é Ouro! ou É?
LEIA A CARTA DO ENGENHEIRO BELMIRO DE AZEVEDO A PROPÓSITO DA ENTREVISTA QUE CONCEDEU À VISÃO
Carta
Uma passagem da entrevista que dei à VISÃO – concretamente o trecho em que me refiro ao Prof. Cavaco Silva, chamando-lhe “ditador” – suscitou tantas e tamanhas reacções que me vejo obrigado a solicitar a publicação do seguinte esclarecimento.
via Belmiro de Azevedo explica porque disse que Cavaco Silva é um ditador – Visao.pt.
China pode avançar com sanções comerciais a empresas americanas
É uma decisão “apropriada”, defendeu, sem precisar que sanções são essas. A China anunciara esta medida de retaliação no sábado depois de o Pentágono ter revelado que iria cumprir um contrato de venda de armas a Taiwan, num negócio estimados em 6,4 mil milhões de dólares, e que inclui mísseis defensivos Patriot, helicópteros Black Hawk e navios anti-minas submarinas.
De palpável para já houve apenas a suspensão imediata dos encontros a nível militar que a China teria com os Estados Unidos no domingo passado. Esta foi a medida de resposta adoptada por Pequim já no passado em diferendo similar: durante mais de um ano as relações diplomáticas ficaram suspensas depois de os Estados Unidos terem feito outra entrega de armamento a Taipé, em Outubro de 2008.
via China pode avançar com sanções comerciais a empresas americanas.
Texto nao publicado no JN do Mario Crespo
O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiroministro
José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira,
o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de
televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em
Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente
ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente
referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir
para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que
injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto
saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter
“solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e
me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas
fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o
PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade
para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no
desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer
funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula
num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há
Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas,
seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os
líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos
bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades
saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis
procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e
obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os
contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os
críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José
Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os
ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o
Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em
2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José
Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um
jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que
era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa
começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de
Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da
comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de
Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que
pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (01/02/2010), na imprensa
Obrigada amigo Luís Mendes pelo mail
Manuel o Alegre
” Conheço este problema pessoalmente. Estava em Luanda, quando Alegre se pirou.
Mais tarde, quando entrei para a “guerra” o meu Batalhão foi
colocado em Nóqui, lá em cima, encostado ao Zaire, junto à fronteira
com Matadi. Nessa região ouvia-se através dos famosos rádios
portáteis Hitachi, com uma boa onda média, a voz de Matadi e a voz da
Argélia, emissores criados por desertores que, através de
infiltrados nas forças armadas, denunciavam as n/operações.
Muitas das emboscadas que sofremos resultaram da traição desses“grandes filhos da mãe “. Uma das vozes que se ouvia era a desse pulha, Pateta Alegre.
Lembro-me que 48 horas após se ter instalado um posto de
observação, um grupo de combate, um canhão, um radar no cimo do
morro de Noqui, donde nós observávamos toda a movimentação de
aproximadamente, 2.000 “turras” concentrados numa sanzala no outro
lado da fronteira, ouviu-se a voz do Alegre a denunciar a nossa
posição. Andámos a levar porrada na estrada entre S.Salvador e Nóqui
durante mais de 4 meses. Numa das viagens sofremos 9 ataques. Um dia,em Nóqui, junto ao Rio, onde se situava o nosso aquartelamento, o
então Tenente-Coronel Isaltino, mandou tocar a formar. Formou-se o
Batalhão e o corneteiro tocou a sentido, fez-se silêncio chegou o
Tem.Coronel e disse: o furriel Marta (mulato) dê um passo em frente.
O malandro era o informador. Fazia-o através dum preto que era vendedor das célebres colchas congolesas, em Nóqui. Nesta guerra a Pide teve um papel muito importante. Informávamo-nos dos movimentos desses traidores.
Bem…. não sei se estás a ver… o safado não foi linchado
porque foi imediatamente evacuado para Luanda.
Cerca de 2 anos depois, estava eu ainda na guerra ouvi a voz destetraidor nas rádio Maatadí.
Tinha fugido das cadeias de Luanda. Sofri no corpo os efeitos da
atitude desses traidores.
Paulo Chamorra”
Recebido por email












